por Redação


As Chances

 

Estamos entre a finitude do que fizemos e fazemos até à infinitude das consequências do que fizemos e estamos fazendo. Nossas proposições de ações estão misturadas às nossas consequências. Não sabemos ao certo que tipo de consequências o passado esta nos voltando e quando unidas ao que fazemos hoje, no que vai dar. Não podemos afirmar que alguém vai viver isso ou aquilo, a partir do que vemos agora. O antigo axioma de que "é pelo andar da carruagem que a gente sabe o que vai dentro" jamais funcionou. Agora menos ainda. O que parece provável não será a partir do que é. A lógica esta quebrada. Ou existe uma outra lógica, além dessa que conhecemos. O que é mais provável; a física quântica tem provado isso constantemente. Esta claro que existem outras dimensões da vida que não nos é perceptível. A vida não pode mais ser orientada em qualquer sentido. O que se sabe é que ela teve um começo e o que é agora. O que será, como será e se será, é algo que foge à nossa compreensão. Nós definimos indefinindo o presente sem futuro. O que é possível que venha a suceder o que é agora, é assustadoramente impenetrável, parece estar intacto e em projeto.  

Claro que para nós é preciso que haja uma perspectiva histórica. Somos seres que esperam porque temos uma certeza: sempre acontece. Não temos idéia do que, mas na vida sempre aconteceu algo; explodir o planeta e acabar com tudo, sabemos que é possível também. Esperamos que fatos aconteçam, tanto no plano da humanidade quanto no pessoal de cada um de nós. Mas não há padrões que apanhem o que vai acontecer ou desacontecer nessa perspectiva inteiramente nova e desconhecida. O novo é sempre inaugural e, a princípio, assusta. Quem poderia prever a Internet e todas suas implicâncias e possibilidades? A princípio assustou, depois deixou-nos perplexos. Uma criança de 5 ou 6 anos de idade aprendia com a maior facilidade a lidar com toda aquela novidade tecnológica que parecia "bicho de sete cabeças" para nós, mais velhos. Então fomos forçados a aprender, aderimos e hoje faz parte de nossa existência como se nunca tivesse deixado de fazer. Do mesmo jeito que foi o carro, o rádio, a televisão, o CD, o DVD, o telefone e o celular. Nos ajudou a viver, nos deu braços mais longos e ampliou nossa existência. Encurtamos distância, economizamos tempo, e isso é só o começo; tudo pode ser revolucionário novamente.

Por conta disso e muitas outras variantes, nada é previsível. Mas se queremos ter algum controle sobre nossa vida, é preciso que nos esforcemos para entender o que estiver em nosso alcance. Qualquer fração das possibilidades já nos ajuda a termos chances a uma vida mais sensata e no passo do tempo.

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Luiz Mendes

21/11/2015.    

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