por Nina Lemos
TPM #159

Certeza: você também já se sentiu perseguida pelos anúncios do Facebook. Como eles sabem que a gente gosta de batata frita e está reformando a casa, hein?

Eu sou viciada em celular, batata frita e café. Quem me disse isso? O Facebook, sim, nosso oráculo contemporâneo. Quer conhecer alguém? Não pergunte mais qual é o signo, peça para ver a página no Facebook e veja quais anúncios aparecem! Os algoritmos de Mark são tão fortes que às vezes parece que eles sabem tudo da nossa vida. Sim, eu comprei um telefone novo faz pouco tempo. Eu amo batata frita e sou louca por café. Por isso, apareceram anúncios das três coisas agorinha mesmo na minha página. Leram a minha mente? Vasculharam minhas pesquisas?

A escritora Mariliz Pereira Jorge relata sua experiência com a perseguição dos anúncios: “Luminárias, aquecedor, box pra banheiro, panela de pressão, maçaneta modernex, tapete, colchão, copos. É só dar uma olhada no meu Facebook para sacar que estou renovando ou reformando a casa. Deveria ser assunto meu.
e sinto vigiada o tempo todo! As lojas pesquisadas pipocam na home da rede social e também dos jornais que leio. Quase rola uma culpa. Tok&Stok vai saber que namorei, namorei, mas comprei tudo na Desmobilia”, conta, divertida e séria.

Sim! Os algoritmos veem a nossa vida! Como a mágica (ou maldição) acontece? Pedimos opinião para um especialista, o jornalista e sócio da empresa Latitude Guilherme Werneck: “Eles colocam cookies na sua máquina e leem a sua navegação (mesmo fora do Facebook). Dentro do Facebook simplesmente seguem as coisas que você vê, curte, comenta e compartilha, além das suas informações de perfil. A partir daí eles são mestres em mostrar mais do mesmo”.

Ok, entendemos. Mas como eles leem o que a gente pensa? Ninguém tira da minha cabeça que às vezes eles lêem, sim, o que a gente pensa. 

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